quinta-feira, 19 de junho de 2008
Comércio x Datas Comemorativas
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Passando Informações
O engraçado é que sempre falamos até o ponto onde sabemos, mesmo que não seja nem um pouco significativo! “Olha, o senhor vai direto, e... tá vendo aquela senhora ali, a uns dois metros daqui? Então, chegando nela, é só perguntar que ela vai saber te informar, ok?”. E o sujeito sai com o carro, nos deixando com a sensação de que ajudamos pra caramba. “É, eu sei tudo do meu bairro! Eu sou o cara!”.
E, por favor, o que significa “segue a vida toda”? “Olha, o senhor pega essa próxima rua, entra na Avenida Brasil, segue a vida toda e dobra à esquerda”. Sabe, acho melhor a pessoa não dar ouvidos a essa dica. Afinal, ninguém quer passar o resto da vida dirigindo um carro na Av.Brasil, e é isso o que mandamos o sujeito fazer quando falamos “segue a vida toda”. Não podia ser, pelo menos: “Olha, entra na Brasil, segue até uns trinta anos, e vira à esquerda”. Mais fácil assim, não?
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Seguranças
Além do que, acredito que os seguranças tenham que passar uma sensação de perigo para “infratores”, por assim dizer. Ora, acho que um terno não é o melhor traje para isso. Não seria muito mais coerente um kimono?
Quando estão trabalhando em shows, deve ser confuso na cabeça deles. Afinal, eles não vão ver o artista (que estará atrás deles, no bom sentido). Só vão ver o público. Imagino o que eles pensam num show de axé, por exemplo: “É, hoje vai ser um espetáculo”, “A Ivete? Mas a gente nem vai ver ela cantando!”, “Nah, me refiro às meninas de abadá! E os foras fenomenais que os moleques levam também são show de bola! Quando tem tapa, pra mim, já vale o ingresso – opa, o expediente! Adoro esses shows de axé, hehe!”.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Conversas Fragmentadas
Ouvir telefonemas também é algo bem divertido quando se está sozinho, ou entediado, esperando alguém chegar. Ligações de gente que reclama com operadoras de telefone são o “top de linha” do divertimento. A gente vai captando as pequenas alterações na pessoa. Quando ela começa a aumentar um pouco a voz, pode reparar, você vai começar a sorrir. Se estiver com algum conhecido do lado, você olha pra ele e os dois fazem uma careta do tipo: “Brabo o moço, não?”.
Se a pessoa começar a gritar no telefone, então, é o ápice. Nesse momento, todo mundo já começa a olhar pra ela, como se fosse uma tv de plasma passando a final da Copa do Mundo (com o Brasil jogando!). “Eu não quero mais essa droga de telefone! Eu quero que vocês se lasquem! Seus filhos de uma égua! Arrrrgh!”. O clássico “estão olhando o quê?”, dito pelo estressado, também se faz presente. Ora, sinceramente, o que o sujeito acha que estamos olhando? “Desculpe, senhor. Mas essa mancha de mostarda no seu canto da boca nos chamou a atenção. Aliás, minto. Na verdade, estamos olhando sua sobrancelha que lembra, incrivelmente, uma lacraia”.
No momento que ele desliga o telefone, todo mundo fica com medo do estressado vir falar com você. Mesmo que seja algo simples. “É revoltante! Eu fico indignado com essa gente! Cê num concorda?”. Se ele falasse que apóia a candidatura de Carla Perez à presidência da República, você concordaria. É natural, num caso desses. Ele é “O Estressado”, afinal. Concordamos e tentamos sair de perto o mais rápido possível. Afinal, nós queremos assistir ao show. Fazer parte dele são outros quinhentos.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Dilema na madrugada
Parece que nossa bexiga está de brincadeira com nossa cara. “Tinha que ser agora mesmo? Eu estava aqui, sonhando com a Mulher Melancia e o E.T de Varginha discutindo a questão do Tibet! As nádegas da Melancia falavam por ela, pedindo o fim da repressão, e o E.T. apenas concordava com a boca aberta! Era incrível! E agora você me acorda, bexiga! Mas que droga!”.
Nessa hora, se passa um pequeno tribunal na nossa cabeça. Um lado diz: “Levanta e vai lá, é melhor. Depois mija nas calças e vai ficar falado em casa... Essas coisas não se controlam”. Enquanto o outro lado, mais forte, nos diz: “Que levantar, o que! Fica aí, que depois a vontade passa! Além do que, andar de madrugada pela casa nunca é bom. Você tem medo de fantasma, não tem? Pois bem, é nessa hora que eles aparecem! O melhor é ficar quietinho, aí”.
É uma escolha dificílima, mas a bexiga sempre vence e você vai cambaleando até o banheiro (depois de parar na frente da lixeira e perceber que está no lugar errado). Quando você volta pra cama, por mais que feche os olhos e pense muito na Mulher Melancia, ela já terá desaparecido. Vai ter que se conformar com o Tiririca te dando aula de Matemática vestindo um chapéu de cowboy.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Moeda no chão
Muitas vezes, pequenas coisas servem para animar todo o nosso dia. Um exemplo? Achar uma moeda de um real no chão. Ver um objeto brilhando na calçada, se abaixar e finalmente confirmar que é dinheiro faz qualquer pessoa deprimida acreditar novamente que existe justiça no mundo! “Um real no chão! Eu vivo no melhor lugar do mundo! Aqui tem dinheiro na calçada, a vida é fantástica!”
Dá uma sensação melhor do que se aparecesse vinte reais em nossa conta no banco. Por mais que o valor seja maior, não causa o mesmo efeito. “Vinte reais na minha conta? Ah, deve ser uma dessas armadilhas do banco. Depois que pegar, vou ter que pagar cinqüenta pra eles, aposto...”.
O engraçado é que a pessoa, na maioria das vezes, sempre compra um bilhete de loteria ou uma raspadinha com este dinheiro achado no chão. A pergunta é: para quê? “Bem, se eu achei essa moeda, é sinal de que ela vai me dar sorte!”. Tá, tudo bem, mas você já deu sorte de ter achado ela! Será que já não valeu? A sorte dá a mão, e a pessoa quer o braço! Na verdade, você daria mais sorte se comprasse um Chokito com essa moeda. Ou aquelas balinhas do ônibus, também conhecidas como “divertimento das crianças" e "passatempo da viagem”.
segunda-feira, 17 de março de 2008
É Páscoa!
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Páscoa é uma data que chega rápido. Assim que o sujeito dá a última nota das escolas de samba, já podemos ver os orelhudos coelhinhos dominando desde megalojas até vendinhas de esquina. “Acadêmicos do Pneu Furado... Dez! Nota dez!”, “É, ganhou, ganhou, mas dá licença, que agora sou eu!”, diz o felpudo.
Uma coisa que eu nunca entendi direito é: por que um ovo de chocolate? Coelho bota ovo? “Ah, mas é o significado da vida! E coelhos têm muitos filhos! Filhos são igual a vida”. Sim, até aí tudo bem. Mas, mesmo que coelho botasse ovo, o que iriam parir? Um brinquedo? “Olha, querido! É um... é um... apito!” “Puxa, querida! Que ótimo! Eu preferia uma língua-de-sogra, mas esse apito também vai ser amado! O importante é ter saúde e fazer barulhinho. ‘Cuti cuti’!”.
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Dizem que a fase de transição da infância pra a adolescência acontece com as mudanças hormonais; ou com o grau de dificuldade na escola, que vai aumentando. Pode ser, mas é na Páscoa que temos certeza se já somos adolescentes ou não. E como saber isso? Bem, se você sempre ganhava ovos de Páscoa e desta vez recebeu uma caixa de bombons, parabéns (ou não)! Você é um adolescente. A partir daí, se quiser um ovo, vai ter que comprar! Pode ir na birosca mais próxima; lá vai ter um ovo da última Páscoa, quebrado, te esperando sorridente. E não repare se o coelhinho parecer um “Gremilin”. É só a embalagem que está amassada.
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O que será que o Coelhinho da Páscoa faz durante o resto do ano? O velho Noel fica lá no pólo norte com sua senhora, bebendo coca-cola (ouvi dizer que já não agüenta mais tomar isso, só que a Coca paga todas as suas dívidas; então, ai dele se tomar guaraná); já o coelhinho, ninguém sabe. Acho que eles moram embaixo da terra e quando vai chegando essa época, eles entram nas gigantescas filas de emprego que se abrem pra saírem nas embalagens dos ovos de páscoa. Os cargos mais disputados são para representar a Garoto e a Nestlé. Saem brigas monumentais entre os pequenos orelhudos. “Hey! Eu cheguei na frente! Furando fila aí, oh!” “Eu sou o mais velho, então tenho direito passsar a frente!”. Vendo a discussão ficar mais feia, o fiscal diz: “Mais velho? Sinto muito, amigo. Vá comer cenouras em outro lugar, aqui precisamos de fofinhos, e seu pêlo está gasto, não nos interessa” “Nem ligo! No Guanabara tem vaga pra mim, seus inúteis! E ainda trabalho com o André Marques e com o Leonardo! Cof cof!”.
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No comercial do (quase) supermercado Multi Market, aparece uma galinha vendendo ovos de Páscoa! Isso sim faz sentido! “Eles me ouviram!”, pensei na hora. Mas, quando apareceu um porco no mesmo comercial, vendendo os mesmos ovos, eu desisti. Deixei pra lá.
Boa Páscoa a todos!