Fazer compras em supermercado pode ser encarado de várias formas pelas pessoas. Uns acham que é uma terapia, outros acham que é um saco (ou vários, se for compra de mês), outros não acham nada – apenas vão e ficam hipnotizados pela luz branca, pegando tudo o que é colorido e bonitinho (como os bolinhos Ana Maria, por exemplo. A gente não precisa deles, mas a embalagem é tão colorida e a menina parece tão feliz que é quase impossível não levar um).
O “passeio” começa com a escolha do carrinho. Dizem que não somos nós que escolhemos o carrinho; é o carrinho que escolhe a gente. Afinal, assim que olhamos pra pilha onde eles estão, sabemos exatamente qual iremos pegar. É como se ele estivesse nos chamando. Se alguma pessoa chega nele primeiro, a gente fica meio desnorteado. Por fim, conseguimos um, e quando estamos entrando no mercado o digníssimo começa a puxar pra direita. Olhamos pra roda e reparamos que ela está tortinha, tortinha, fazendo um barulho engraçado, como se estivesse rindo da gente. Nessa hora, o dilema: “Continuo com ele mesmo assim ou volto até lá e troco? Acabei de sair de lá, caramba! Agora que já escolhi e cheguei até aqui não vou voltar, não. Por que ele não mostrou que estava ruim assim que pegamos?”. Então, a roda começa a emperrar, e você nota que é inviável continuar com ele.
Entrando no mercado, com um carrinho em perfeitas condições, a primeira coisa que ouvimos é a voz do locutor pelos alto-falantes: “Alô, cliente amigo dos supermercados Promoshow, que bom ter você conosco! Aqui em frente aos frios, temos os biscoitos Mofadinho em promoção, venha aproveitar!”. Aliás, já reparou que as vozes destes locutores são sempre iguais? Devem ser todos irmãos, vindo de uma mesma mãe (ou de uma mesma fábrica). Gordos, magros, altos, baixos, não importa. Todos têm a mesmíssima voz grave e irritante.
Outra coisa irritante em supermercado são as “promoções-relâmpago”. Se você estiver perto de um produto que vai entrar numa promoção destas, corra. Corra como o vento. Logo, logo, neste lugar, será travado um duelo de proporções medievais, pode acreditar. É impressionante, mesmo que estejam vendendo “biscoitos Mofadinho sabor Jiló”, o som de tapas, socos e empurrões será ouvido durante alguns minutos rápidos e intensos. É como uma arena de gladiadores, só que ao invés de sair com a cabeça do adversário, as pessoas saem segurando um pacote de Mofadinho como um troféu, com arranhões no braço e os olhos lacrimejados de orgulho.
Alguns supermercados vendem produtos que não condizem muito com esse tipo de estabelecimento. Eu nunca entendi, por exemplo, mercados que vendem televisão, pneu, computadores... “Querida, vai no mercado?” “Sim, amor!” “Tá bom, não esquece do arroz, do óleo e da TV de plasma 42 polegadas, ok?” “Pode deixar! Não quer que eu traga um laptop? Acho que o nosso está meio gasto, precisando trocar”. “Sim, traga sim! Se o dinheiro não der, deixe o arroz! Beijo!”.
domingo, 31 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Segurando cartazes de candidatos
Eleições municipais chegando... Candidatos brotando como coelhinhos da Páscoa em abril... O circo está armado! Uma moda que está nas ruas desde as últimas eleições são pessoas segurando cartazes de políticos. Estas pessoas são localizadas perto de postes, de sinais de trânsito, ou em qualquer espaço gramado. Pode conferir.
Acho que essa não é uma estratégia muito adequada. Afinal, já repararam na cara de “meu time perdeu a final do campeonato” dessas pessoas? Estão sempre com a cabeça baixa, usando os cartazes para se proteger do sol. “Tá certo, candidato. Eu seguro seu cartaz e voto em você, mas faça uma placa que não deixe muito o sol passar, por favor! Nem quero saber de moradia, ou saneamento básico, só não quero voltar pra casa de ombro ardendo, pode ser?”.
Quando eu passo e vejo o quanto essas pessoas estão “animadas” por segurarem a tal placa de candidato, já me tira qualquer vontade de votar no sujeito. Coitadas, afinal! Se ele deixa o contratado dele com essa cara de “moço, me dá uma carona e me leva pra casa, não agüento mais ficar aqui!”, imagina o que ele pode fazer com os eleitores? É isso o que me passa pela cabeça quando vejo uma cena dessas! Vai ver é até um candidato bacana, mas a estratégia está tão certa quanto as previsões da mãe Dináh. Se eu fosse candidato, deixaria um pessoal debaixo de uma barraca de praia, com água-de-côco e óculos escuros dizendo, sorrindo: “Vote no Dan! O candidato Sundown!”.
Acho que essa não é uma estratégia muito adequada. Afinal, já repararam na cara de “meu time perdeu a final do campeonato” dessas pessoas? Estão sempre com a cabeça baixa, usando os cartazes para se proteger do sol. “Tá certo, candidato. Eu seguro seu cartaz e voto em você, mas faça uma placa que não deixe muito o sol passar, por favor! Nem quero saber de moradia, ou saneamento básico, só não quero voltar pra casa de ombro ardendo, pode ser?”.
Quando eu passo e vejo o quanto essas pessoas estão “animadas” por segurarem a tal placa de candidato, já me tira qualquer vontade de votar no sujeito. Coitadas, afinal! Se ele deixa o contratado dele com essa cara de “moço, me dá uma carona e me leva pra casa, não agüento mais ficar aqui!”, imagina o que ele pode fazer com os eleitores? É isso o que me passa pela cabeça quando vejo uma cena dessas! Vai ver é até um candidato bacana, mas a estratégia está tão certa quanto as previsões da mãe Dináh. Se eu fosse candidato, deixaria um pessoal debaixo de uma barraca de praia, com água-de-côco e óculos escuros dizendo, sorrindo: “Vote no Dan! O candidato Sundown!”.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Anúncios no poste
Vida de poste não é fácil. Além de trabalhar em pé durante todo o dia, sem folgas nos fins-de-semana, ainda tem que conviver diariamente com linhas de pipas se embolando em seus fios, com cachorros fazendo suas necessidades no seu pé, sem falar nos cartazes que sempre colam nele, anunciando todo o tipo de serviço. O mais famoso (e incômodo) é o que diz: “Trago a pessoa amada em 3 dias”.
Se isso realmente funciona, como eles dizem, deve existir toda uma corporação por trás desse ramo de negócios. Imagine se a pessoa amada de alguém está na Inglaterra, do outro lado do oceano. Será que fica mais caro? “Olha, eu trago ela pro senhor em três dias, mas temos o adicional da taxa de embarque, da ligação interurbana, da contratação do tradutor, da coxinha de frango no aeroporto do Galeão pro rapaz que for buscá-la...”.
Seria interessante se eles tivessem um serviço de telemarketing (o que não deve demorar muito a acontecer):
“Bom dia! É o senhor Carlos?”
“Sim, sou eu”.
“Senhor Carlos, aqui quem fala é Janete, da empresa ‘Trago, mas não estrago’, e gostaria de saber se o senhor estaria interessado em nossos serviços”.
“Serviços? Que serviços?”.
“Nós trazemos a pessoa amada em três dias, senhor”.
“Mas eu já moro com minha esposa, oras”.
“Ah, entendo, senhor. Mas o senhor está certificado de que ela é sua pessoa amada?”
“É claro! Estamos juntos há muito tempo!”
“Senhor, nesse caso, nós poderíamos estar procurando qualquer outra pessoa amada sua pela metade do preço, fora um adicional de procura”.
“Qualquer outra, é? Bem, nesse caso, me traga um donuts de canela com recheio de avelã. Não acho em padaria nenhuma, e olha que já rodei por todas as confeitarias da cidade!”
“Tudo bem, senhor, estaremos trazendo seu donuts de canela e avelã amado em três dias. Mais alguma coisa?”.
“Não, só isso. Obrigado”.
Uma promoção que eles poderiam fazer seria: “Trago a pessoa amada em três dias; e pagando mais 150 reais, trago a pessoa amada de banho tomado e dirigindo um Astra zero quilômetros, para passear com você pela cidade”.
*******
Outro cartaz comum de se encontrar nos postes é sobre animais desaparecidos. “Procuro cachorro vira-lata sumido há uma semana. O nome dele é Bolete e gosta muito de brincar. A dona sente falta dele e paga 15 reais para quem o achar”. Peraí, gosta dele, mas pra ter ele de volta só paga 15 reais? Acho que ela não deve estar sentindo tanta falta assim, não. Com esse dinheiro você mal pede uma pizza! Que dirá pedir pra trazerem seu cachorro de estimação sumido! E outra coisa: qual a importância de dizer no cartaz que ele gosta muito de brincar? Nunca entendi isso! “Ei, aquele cachorro ali não é o que a moça tá procurando?” “Não, aquele ali tá muito quieto. A moça disse que o dela gosta de brincar”. Bem, acho que o fato dele estar na rua sem ninguém deixa o animal sem muito clima pra brincadeiras, não? Desse jeito, vai ser impossível identificar o bichinho.
Se isso realmente funciona, como eles dizem, deve existir toda uma corporação por trás desse ramo de negócios. Imagine se a pessoa amada de alguém está na Inglaterra, do outro lado do oceano. Será que fica mais caro? “Olha, eu trago ela pro senhor em três dias, mas temos o adicional da taxa de embarque, da ligação interurbana, da contratação do tradutor, da coxinha de frango no aeroporto do Galeão pro rapaz que for buscá-la...”.
Seria interessante se eles tivessem um serviço de telemarketing (o que não deve demorar muito a acontecer):
“Bom dia! É o senhor Carlos?”
“Sim, sou eu”.
“Senhor Carlos, aqui quem fala é Janete, da empresa ‘Trago, mas não estrago’, e gostaria de saber se o senhor estaria interessado em nossos serviços”.
“Serviços? Que serviços?”.
“Nós trazemos a pessoa amada em três dias, senhor”.
“Mas eu já moro com minha esposa, oras”.
“Ah, entendo, senhor. Mas o senhor está certificado de que ela é sua pessoa amada?”
“É claro! Estamos juntos há muito tempo!”
“Senhor, nesse caso, nós poderíamos estar procurando qualquer outra pessoa amada sua pela metade do preço, fora um adicional de procura”.
“Qualquer outra, é? Bem, nesse caso, me traga um donuts de canela com recheio de avelã. Não acho em padaria nenhuma, e olha que já rodei por todas as confeitarias da cidade!”
“Tudo bem, senhor, estaremos trazendo seu donuts de canela e avelã amado em três dias. Mais alguma coisa?”.
“Não, só isso. Obrigado”.
Uma promoção que eles poderiam fazer seria: “Trago a pessoa amada em três dias; e pagando mais 150 reais, trago a pessoa amada de banho tomado e dirigindo um Astra zero quilômetros, para passear com você pela cidade”.
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Outro cartaz comum de se encontrar nos postes é sobre animais desaparecidos. “Procuro cachorro vira-lata sumido há uma semana. O nome dele é Bolete e gosta muito de brincar. A dona sente falta dele e paga 15 reais para quem o achar”. Peraí, gosta dele, mas pra ter ele de volta só paga 15 reais? Acho que ela não deve estar sentindo tanta falta assim, não. Com esse dinheiro você mal pede uma pizza! Que dirá pedir pra trazerem seu cachorro de estimação sumido! E outra coisa: qual a importância de dizer no cartaz que ele gosta muito de brincar? Nunca entendi isso! “Ei, aquele cachorro ali não é o que a moça tá procurando?” “Não, aquele ali tá muito quieto. A moça disse que o dela gosta de brincar”. Bem, acho que o fato dele estar na rua sem ninguém deixa o animal sem muito clima pra brincadeiras, não? Desse jeito, vai ser impossível identificar o bichinho.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Propaganda de carro
Eu não consigo entender por que, nas propagandas de carro, eles falam sobre a mala em “litros”. “É o carro mais espaçoso na sua categoria! Na mala cabem 470 litros!”. Sim, será que eles pensam mesmo que eu vou encher o carro de água pra me importar com “quantos litros cabem no porta-malas”? Não seria muito mais simples dizer: “É o mais espaçoso! Cabem dois colchonetes (três, se forem daqueles velhos sem espumas), cinco mochilas estufadas de roupas, uma bola de praia, dez caixas de cerveja, sete garrafas de refrigerantes, além do seu cachorro Rudolph e sua sogra!”.
Algo muito comum em propaganda de carros é, por incrível que pareça, a ausência de... carros! Digo, é claro que aparece na tela o veículo que está sendo vendido pelo anúncio, mas é o único! Não há um automóvel sequer por perto. A paisagem é extremamente deserta. E, na maioria das vezes, tem uma família inteira no veículo (ou seja, casal de pais, um menino ruivo e uma menina com um ursinho de pelúcia no colo). A pergunta que fica é: pra onde essa família está indo? Será que se perderam? E, se eles estão perdidos, por que continuam sorrindo? Se fosse uma situação real, o menino estaria tentando rasgar o ursinho da irmã, a irmã estaria chorando porque estava apertada, a mulher estaria dizendo que “deveria ter escutado a mãe dela, e escolhido outro marido”, enquanto o marido estaria dizendo que sabia exatamente pra onde estava indo, sem fazer a menor idéia de onde estava. Talvez a mensagem que a propaganda quer passar seja: “Compre nosso carro, mas nunca se esqueça de levar um mapa quando for viajar!”.
Algo muito comum em propaganda de carros é, por incrível que pareça, a ausência de... carros! Digo, é claro que aparece na tela o veículo que está sendo vendido pelo anúncio, mas é o único! Não há um automóvel sequer por perto. A paisagem é extremamente deserta. E, na maioria das vezes, tem uma família inteira no veículo (ou seja, casal de pais, um menino ruivo e uma menina com um ursinho de pelúcia no colo). A pergunta que fica é: pra onde essa família está indo? Será que se perderam? E, se eles estão perdidos, por que continuam sorrindo? Se fosse uma situação real, o menino estaria tentando rasgar o ursinho da irmã, a irmã estaria chorando porque estava apertada, a mulher estaria dizendo que “deveria ter escutado a mãe dela, e escolhido outro marido”, enquanto o marido estaria dizendo que sabia exatamente pra onde estava indo, sem fazer a menor idéia de onde estava. Talvez a mensagem que a propaganda quer passar seja: “Compre nosso carro, mas nunca se esqueça de levar um mapa quando for viajar!”.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Comércio x Datas Comemorativas
Durante todo o ano, existem várias datas comemorativas que o comércio torce pra chegar logo. Dia das mães, dos pais, das crianças, tem dia de tudo o quanto é gosto. Uma coisa que me espanta é o fato de algumas lojas tirarem proveito destas datas sem ter absolutamente nada a ver com elas! Acho que o melhor exemplo disso é o supermercado. “Venham! Comemorem o dia dos namorados nos supermercados Promoshow! Onde seu amor ficará mais feliz! E aproveite que este 12 de junho, além do dia dos namorados, é a quinta-feira da carne fresca!”. Agora vocês imaginem, nesse dia, chegar um rapaz pra namorada com um presente dos supermercados Promoshow. Faz sentido? “Ai, amor! Você me trouxe um presente?” “Sim, querida!” “É uma jóia? Um diamante?” “Não, minha linda, é meio quilo de alcatra! Toma, que tá fresquinha!”. Qualquer chance de uma noite promissora de amor vai por água abaixo com um "presente" destes...
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Passando Informações
Quando estamos andando na rua, ou simplesmente conversando com amigos, muitas vezes um carro pára pra nos pedir informação. E o que você faz se não souber ajudá-lo? Ajuda assim mesmo! Nunca damos o braço a torcer. Falamos qualquer besteira, mas nunca dizemos: “É, amigo, não sei. Fica pra próxima”.
O engraçado é que sempre falamos até o ponto onde sabemos, mesmo que não seja nem um pouco significativo! “Olha, o senhor vai direto, e... tá vendo aquela senhora ali, a uns dois metros daqui? Então, chegando nela, é só perguntar que ela vai saber te informar, ok?”. E o sujeito sai com o carro, nos deixando com a sensação de que ajudamos pra caramba. “É, eu sei tudo do meu bairro! Eu sou o cara!”.
E, por favor, o que significa “segue a vida toda”? “Olha, o senhor pega essa próxima rua, entra na Avenida Brasil, segue a vida toda e dobra à esquerda”. Sabe, acho melhor a pessoa não dar ouvidos a essa dica. Afinal, ninguém quer passar o resto da vida dirigindo um carro na Av.Brasil, e é isso o que mandamos o sujeito fazer quando falamos “segue a vida toda”. Não podia ser, pelo menos: “Olha, entra na Brasil, segue até uns trinta anos, e vira à esquerda”. Mais fácil assim, não?
O engraçado é que sempre falamos até o ponto onde sabemos, mesmo que não seja nem um pouco significativo! “Olha, o senhor vai direto, e... tá vendo aquela senhora ali, a uns dois metros daqui? Então, chegando nela, é só perguntar que ela vai saber te informar, ok?”. E o sujeito sai com o carro, nos deixando com a sensação de que ajudamos pra caramba. “É, eu sei tudo do meu bairro! Eu sou o cara!”.
E, por favor, o que significa “segue a vida toda”? “Olha, o senhor pega essa próxima rua, entra na Avenida Brasil, segue a vida toda e dobra à esquerda”. Sabe, acho melhor a pessoa não dar ouvidos a essa dica. Afinal, ninguém quer passar o resto da vida dirigindo um carro na Av.Brasil, e é isso o que mandamos o sujeito fazer quando falamos “segue a vida toda”. Não podia ser, pelo menos: “Olha, entra na Brasil, segue até uns trinta anos, e vira à esquerda”. Mais fácil assim, não?
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Seguranças
Eu sempre tive uma dúvida. Afinal de contas, por que os seguranças usam terno? Não querendo menosprezar o serviço dos rapazes, mas, para realizarem seu trabalho, eles realmente precisam estar impecáveis? É algo meio contraditório, porque a chance de amassar a roupa é muito grande. “Olha lá! Um penetra querendo entrar pulando o muro! Pega ele, Tonhão! Ah, mas olha, não vá sujar o seu terninho!”
Além do que, acredito que os seguranças tenham que passar uma sensação de perigo para “infratores”, por assim dizer. Ora, acho que um terno não é o melhor traje para isso. Não seria muito mais coerente um kimono?
Quando estão trabalhando em shows, deve ser confuso na cabeça deles. Afinal, eles não vão ver o artista (que estará atrás deles, no bom sentido). Só vão ver o público. Imagino o que eles pensam num show de axé, por exemplo: “É, hoje vai ser um espetáculo”, “A Ivete? Mas a gente nem vai ver ela cantando!”, “Nah, me refiro às meninas de abadá! E os foras fenomenais que os moleques levam também são show de bola! Quando tem tapa, pra mim, já vale o ingresso – opa, o expediente! Adoro esses shows de axé, hehe!”.
Além do que, acredito que os seguranças tenham que passar uma sensação de perigo para “infratores”, por assim dizer. Ora, acho que um terno não é o melhor traje para isso. Não seria muito mais coerente um kimono?
Quando estão trabalhando em shows, deve ser confuso na cabeça deles. Afinal, eles não vão ver o artista (que estará atrás deles, no bom sentido). Só vão ver o público. Imagino o que eles pensam num show de axé, por exemplo: “É, hoje vai ser um espetáculo”, “A Ivete? Mas a gente nem vai ver ela cantando!”, “Nah, me refiro às meninas de abadá! E os foras fenomenais que os moleques levam também são show de bola! Quando tem tapa, pra mim, já vale o ingresso – opa, o expediente! Adoro esses shows de axé, hehe!”.
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